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CONHEÇA BELÉM DO PARÁ - PARAÍSO GASTRONÔMICO E TURÍSTICO



Belém do Pará não apenas leva o nome da castanha mais popular do Brasil, como é cheia de história e vistas paradisíacas. Fazem parte da rotina da cidade o vaivém dos barcos na Baía do Guajará, as ruas sombreadas pelas mangueiras e a beleza de construções erguidas entre os séculos XVII e XIX. Uma das maiores cidades da região Norte – supera 2 milhões de habitantes – foi fundada em 1616 com a construção do Forte do Presépio na margem da baía do Guajará, e cresceu graças à economia da borracha durante o período da Belle Époque, cuja influência pode ser percebida na arquitetura dos prédios do centro histórico.
Mercado do Ver-o-Peso


Belém mistura a tradição bucólica que conquistou o poeta Mário de Andrade e modernidade frenética das luzes e ritmos das festas de aparelhagens. Para começar a imersão na cidade, um passeio pelo famoso Ver-o-Peso é uma alternativa interessante. Com estrutura de ferro importada da Europa no século XIX, o mercado abre 3h30, quando pescadores começam a descarregar suas mercadorias. Mas para conhecê-lo não é preciso madrugar: durante todo o dia, uma feira ao ar livre na área externa do mercado é formada por centenas de barracas que vendem frutas regionais, raízes, temperos, ervas, óleos medicinais, artesanato e muita comida típica, como tacacá e maniçoba.




Estação das Docas


Saindo do Ver-o-Peso, uma caminhada de cinco minutos pelo Boulevard Castilhos França leva o visitante até a Estação das Docas, construída nos anos 2000 para dar um novo significado ao antigo porto fluvial de Belém. O belo visual da orla do antigo porto de Belém (PA) já valeria o passeio. Mas os três armazéns de ferro com estrutura inglesa, transformados em centro de entretenimento, ajudam a tornar ainda mais indispensável a visita ao complexo que reúne teatro, centro de exposições, artesanato, sorveterias e restaurantes. A estação permite que o turista aproveite a brisa enquanto conhece a gastronomia e cultura local e, para quem tem tempo, aprecie o pôr do sol à beira rio, um dos mais bonitos da cidade.




Círio De Nazaré


Uma das principais atrações de Belém é o Círio de Nazaré, um conjunto de romarias que acontecem em outubro. Seguir os passos da procissão permite que o visitante conheça uma parte importante da cultura de Belém, mesmo fora do período do Círio. O visitante deve começar pela Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, no centro da cidade. Foi ali que, segundo a tradição, havia um igarapé onde o caboclo Plácido encontrou a imagem de Nossa Senhora que deu inicio à devoção mariana do estado. Outro ponto da procissão é a Praça Frei Caetano Brandão, onde estão a Catedral Metropolitana – erguida pelo arquiteto italiano Antônio José Landi em 1755 – e a igreja de Santo Alexandre, que abriga o Museu de Arte Sacra de Belém Depois dessa visita, a dica é caminhar pelo Complexo Feliz Lusitânia, onde a cidade começou, e aproveitar a noite para conhecer o Forte do Presépio e a Casa das 11 Janelas, onde há um espaço para exposições de arte e uma bela vista para o rio.



Mangal das Garças


O Mangal das Garças é outro local que não pode faltar no roteiro. O espaço público serve de santuário para aves como flamingos, gaviões e garças. O local ainda tem restaurante, mirante, orquidário e um borboletário que também serve de viveiro para beija-flores. Ali também ficam o Farol de Belém (mirante de 47 metros de altura que oferece uma boa vista da cidade) e o Memorial Amazônico da Navegação (com antigas embarcações).




Ilhas


Além da parte histórica e religiosa, Belém tem muitas paisagens de tirar o fôlego. Composta por 39 ilhas, a parte insular permite aproveitar Belém longe do agito urbano. Para iniciar esta jornada, vale ir à Praça Princesa Izabel, no Condor. O local é ponto de saída para a Ilha do Combu, onde é possível apreciar a gastronomia rústica e mergulhar no rio.


Outro roteiro interessante é a Ilha do Mosqueiro, com atrações que vão das barraquinhas de tapioca e cuscuz às praias Chapéu Virado e Murubira. Estas praias chamam a atenção porque, apesar de não serem formadas pelas águas do mar, tem um litoral com ondas formadas pela marola do rio.




Pratos típicos


Açaí:​ maior produtor nacional de açaí, o Pará é também um consumidor voraz do alimento. Lá, no entanto, é raro que a fruta seja adoçada antes de ingerida. O caldo do açaí –receita mais tradicional com o ingrediente – é engrossado com farinha de tapioca servido como acompanhamento para peixes, camarão seco e carnes. Tradicionalmente, bandeiras ou lanternas vermelhas penduradas na porta dos estabelecimentos indicam que há venda da fruta no local.






Tacacá: se tem uma coisa que não muda em Belém é a chuva, que cai todo fim de tarde. Depois dela, a tradição é tomar um tacacá nas esquinas da cidade. Sempre quente, o caldo é inspirado na cultura indígena e servido por tacacazeiras em uma cuia, tendo como principais ingredientes goma de mandioca, camarão seco, tucupi, jambu – erva que causa uma leve sensação de dormência na boca – e pimenta-de-cheiro.





Tucupi: o líquido amarelo é a maior estrela da culinária paraense. Extraído da raiz da mandioca-brava, precisa ser fervido antes do consumo, com o objetivo de eliminar o ácido cianídrico presente no caldo. Com sabor ácido, o prato é quase onipresente nos restaurantes de Belém, onde é encontrado em receitas com pato e peixes regionais. As folhas da mandioca-brava moídas (maniva) também são usadas em outro famoso prato regional, a maniçoba. A receita leva os mesmos pertences suínos da feijoada, mas o líquido espesso da maniva substitui o feijão.





Fontes:


http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2015/07/belem-pa-o-que-fazer-o-que-visitar-o-que-comer-na-capital-paraense.html


http://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/belem-2/

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