quinta-feira, 5 de julho de 2018

Em Gana, mulheres são pagas para chorar em velórios de desconhecidos




Você já ouviu falar nas carpideiras? Elas são as mulheres pagas para chorar em funerais de desconhecidos.



A função remunerada já existe há mais de 2 mil anos e, diz a lenda, que essa é uma forma de facilitar a entrada no céu.



No Brasil, a prática foi trazida pelos colonizadores portugueses, mas a profissão não engrenou.




Já que muitas iam gratuitamente chorar em velórios de pessoas que elas não conheciam – na série “Pé na Cova”, da Rede Globo, a atriz Eliana Rocha interpretou uma dessas mulheres.





Gana, na costa da África, por outro lado, também foi colonizada por portugueses que levaram o costume ao país – posteriormente.



A Inglaterra acabou conquistando as colônias, tanto que o inglês é o idioma oficial de lá.



As carpideiras formam associações de choro, que cobram pela quantidade de mulheres e pela importância do falecido.





As carpideiras levam a função a sério



O choro em funerais costuma ser associado ao lamento da perda e à saudade que a pessoa deixará, porém, às vezes o luto e o choque impedem que os familiares demonstrem na hora do velório todo o seu apreço ao defunto através das lágrimas – e é aí que entram em ação as profissionais do choro!



O motivo para contratar carpideiras é o fato de que o funeral em Gana costuma ser visto como um grande evento.



Tipo um casamento ou um batizado. As pessoas investem em caixões e até em danças ritualísticas que deixam tudo parecido com uma grande festa – triste, é claro, mas ainda uma festa.



Por isso, os participantes do funeral costumam ajudar os familiares enlutados com alguma contribuição financeira para uma preparação digna para o defunto.



Assim, quanto mais as carpideiras gritam e choram, mais elas compadecem os presentes e os incitam a contribuir com mais grana. Curioso, né? 



Mega Curioso
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