Diga adeus aos incômodos causados por óculos novos

  Falhas na escolha da armação e das lentes podem estar associadas aos desconfortos para quem começa usar os acessórios.

(Foto: Reprodução)

  Dores de cabeça, dificuldades para ler legendas e para dirigir ao anoitecer: foi este o conjunto de sintomas que levou a assistente comercial Tatiana Liviero a procurar um oftalmologista pela primeira vez.

Do consultório médico, saiu com o diagnóstico de astigmatismo e a recomendação de usar óculos. Buscou uma armação bonita e diante da diversidade de modelos, não economizou. A lente foi apenas um detalhe. “Tudo isso, para usá-los por apenas alguns dias. Depois de uma dor de cabeça ainda maior, eles foram para a gaveta. E de lá não saíram mais”, conta Tatiana, que ainda consultou outro profissional e adquiriu um segundo modelo.
Mesmo seguindo a regra de retornar ao médico com os óculos prontos para checar se estava tudo certo, guardou o acessório novamente sem uso. “Contei ao doutor o que sentia e ele garantiu que em alguns dias os sintomas desapareceriam. O que nunca aconteceu”, lembra a jovem.
Como muitas pessoas que descobrem problemas de visão e passam a incorporar os óculos ao dia a dia, a paulistana acreditou que o desconforto era decorrente de um suposto período de adaptação. O que, dizem os especialistas, é uma percepção bastante equivocada.
A oftalmologista Alessia Silva Braz é taxativa. “Se ao inclinar a cabeça ou se virar, o paciente que começa a usar óculos sente alguma anormalidade como visão turva ou dor de cabeça, é preciso rever as lentes. E, em muitos casos, também a armação”.
A médica explica que hoje as tecnologias para diagnóstico e montagem do acessório estão bastante avançadas. “Além da evolução para entender a enfermidade, também há equipamentos para medição de lentes que são muito mais assertivos, ao permitirem uma avaliação profunda de características dos olhos do paciente, como curvatura da córnea e a distância entre eles”, conta Alessia.
Incômodo não é natural
Com a variedade de armações que existe hoje em dia e o fato de o acessório ter voltado à moda não necessariamente para quem de fato precisa usar óculos, não se dá a devida atenção às lentes. Porém, a medição incorreta delas é considerada uma das principais causas de dores de cabeça constantes. Seja por erros no posicionamento do acessório em relação ao rosto ou por falhas no processo, já que antigamente só era possível fazer a medição necessária de forma manual.
Entre alguns novos meios disponíveis para minimizar a chance de incômodos e erros na confecção das lentes está um equipamento chamado i.Terminal, da empresa alemã Zeiss, que já está em algumas óticas do país. “A medição automatizada possibilita calcular sete medidas do rosto com precisão de até 0,01mm. O que torna o processo 84% mais exato que o realizado manualmente”, explica Flavio Nery, coordenador de produtos da Zeiss.     
O alívio finalmente
Cansada das dores de cabeça constantes que nada parecia resolver, Tatiana buscou alívio na reflexologia. E ali, escutou mais uma vez que realmente precisava usar óculos. Dois óculos guardados e quase seis anos depois do primeiro diagnóstico, resolveu consultar um novo oftalmologista em março deste ano.
 O grau havia aumentado muito, resultado do esforço cada vez maior da visão ao longo dos anos que passou sem acreditar que a origem das dores que sentia fosse em sua visão. “Apesar de ter sido diagnosticada corretamente com astigmatismo, só na montagem dos óculos é que foi identificada, por exemplo, uma diferença significativa de altura entre os meus olhos, que demandava um tipo específico de lente”, conta ela. “Também soube que a segunda armação que eu havia adquirido no passado era inadequada para mim, pois diminuía meu campo de visão quando eu olhava para baixo”.
Há cinco meses, após a confecção de um novo par de óculos, desta vez escolhidos após a minuciosa avaliação automatizada, Tatiana finalmente deu adeus às dores de cabeça. E de forma quase imediata, sem o tal período de adaptação ou qualquer outro incômodo.
 Por: Claudia
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