ENTREVISTA: Cantora Joelma Kláudia e o Amazônia Lounge

(Foto:Reprodução/Divulgação)

  A cantora Joelma Kláudia retorna em 2018 com o show Amazônia Lounge que vai circular por algumas capitais da Amazônia Legal. O primeiro encontro está marcado para o dia 11 de agosto no Teatro do Sesi em Belém do Pará.


  Além de uma mostra ao vivo de releitura da música paraense, o Amazônia Lounge é uma conexão para a sensibilização pela proteção ambiental e da identidade cultural da Amazônia. Com 04 clipes produzidos em 2017 o Amazônia Lounge reuniu os principais elementos para a difusão das belezas paisagísticas, em especial, as da região da transamazônica, locação principal dos clipes.

  O show Amazônia Lounge tem canções de compositores paraenses, tais como Nilson Chaves, Almirzinho Gabriel, Eloi Iglesias, Maria Lídia, Lia Sophia, Joel Oliveira, Anterinho, Paulo André, Ruy Barata entre outros, e interpretadas com releituras voltadas para o Lounge, um estilo de música eletrônica que se originou a partir do jungle (floresta). Produzido com regravações de clássicos da música popular paraense que embalaram época e se eternizaram na construção histórica da mobilização da cultura da Amazônia.


  O Show será gratuito, com ingressos distribuídos um dia antes na bilheteria do teatro com distribuição online na semana que antecede o show.

(Foto:Reprodução/Divulgação)


  Elaboramos umas perguntas e encaminhamos a ela, que gentilmente nos respondeu. Descubra agora uns fatos e curiosidades sobre a vida e carreira de Joelma Kláudia.


1 -  Na sua opinião nossa região é mais respeitada quando se fala em música brasileira?

O Pará é o novo celeiro da música brasileira. Nossos ritmos e cultura estão espalhados pelo mundo todo e hoje podemos dizer que somos respeitados e que pessoas como Dona Onete fazem parte da riqueza dessa cena.

 2 - Aqui no Pará temos um pouco de tudo: Do Carimbó, ao brega, ao pop, ao rock, calipso entre outros, quero saber quais foram suas influências na música?

O Amazônia Lounge tem influências dos ritmos e estilos paraenses, por isso, nesse álbum temos brega lounge, carimbó lounge, mpb lounge enfim, influências regionais misturadas com rock e blues.

 3 - Como foi sua experiência no tempo em que era vocalista na banda "Os nômades"?

Os Nômades foi a sala onde tudo começou. Foi a minha oficina de palco e público. Tenho saudades e amizades que duram até hoje.

 4 - Qual foi a sensação ao subir no palco pela primeira vez?

Meu Deus, a primeira vez que cantei num teatro foi mágica. Parecia que eu flutuava. A felicidade estava nos olhos, no corpo e na voz. A sensação de hoje é mais madura, porém , o frio na barriga permanece.

5 - Em algum momento da sua carreira, pensou em desistir?

Várias vezes me vi sentada na beira da estrada por ser muito dolorosa a luta diária de ser mãe e artista. Só que a música é muito poderosa e meus sonhos grandes, quando vi já estava caminhando novamente. As dificuldades nos capacitam e hoje me sinto preparada para realizar aquilo que construí com lágrimas e resiliência.

6 - Quais são as comidas típicas que você mais gosta?

Gosto de todas as comidas típicas, mas gosto tanto da maniçoba que é a única que aprendi a fazer.

7 - Com esse timbre marcante que encanta o público do Pará, gostaríamos de saber como surgiu a vontade de cantar profissionalmente?

O sonho de ser cantora vem da infância. Meu pai era líder da banda da igreja evangélica e os ensaios eram na minha casa. Então, eu cantava nesses ensaios semanalmente e e no banheiro todos os dias. Cresci cantando nas igrejas e depois nos quintais dos amigos. Quando cheguei em Belém invadia o palco dos cantores locais e foi aí onde tudo começou.

8 - No vídeo clipe de Aí Menina, gravado em Altamira ,lugar onde você nasceu ,não tem como não sentir a energia boa que a música passa através da sua voz, como foi para você naquele momento voltar ao seu lugar de origem?

Foi lindo gravar "ai menina" às margens do rio Xingu e poder mostrar as belezas da minha região e dialogar com o turismo da transamazônica.

9 - Quais são seus planos e parcerias para o futuro?

Como uma exímia sagitariana, gosto de movimento e já estou pré-produzindo o 3°cd que vem mais feminino, empoderado e cheio de batuques. As parcerias vão sendo construídas ao longo desse caminhar aonde há sempre mãos estendidas a fim de contribuir e trazem consigo energia, tempero e muitas ideias que fazem a diferença na finalização do novo disco.

10 - Já passou por algum momento constrangedor durante um show ou com algum fã?

Ainda não.


E pra quem deseja comparecer ao show, algumas informações abaixo.

Serviço:
Show Amazônia Lounge
11 de agosto - 20h00
Teatro do Sesi


Ponto de retirada de ingressos no local do evento ou online clicando aqui.


Com colaboração de Débora Barroso




Por: Ygor Castro


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