Sesma investiga contaminação de sarampo em 12 venezuelanos que residem em Belém

Os primeiros exames realizados em seis pessoas deram positivo, mas o diagnostico só será fechado depois de exames que estão sendo realizados pela Fundação Osvaldo Cruz no Rio de Janeiro.

(Foto: Reprodução)

Cerca de doze refugiados venezuelanos estão com sintomas de sarampo. As autoridades de saúde dão atenção especial à situação dos estrangeiros, em Belém. No final de semana, um bebê morreu e os exames confirmaram que a criança estava com a doença. Das doze pessoas com suspeita da doença, seis deram positivo.

Atualmente há 266 índios da etnia Warao em Belém. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), os casos suspeitos da doença surgiram após a chegada de um grupo formado por 60 venezuelanos entre os dias 28 e 29 de julho. Durante uma reunião convocada pela prefeitura de Belém a Sesma disse, que as condições precárias em que os refugiados piorou o estado de saúde de quem já chegou doente na capital.

“Essas pessoas já chegaram adoecidas e elas estavam em monitoramento. Por conta do agravamento elas estiveram que ser hospitalizadas e não só é só o Warao. Qualquer criança nessas condições, precisa se dirigir ao hospital”, disse a psicóloga, Rita Rodrigues.

Os venezuelanos apresentam sinais da doença como febre, tosse e manchas vermelhas pelo corpo. Os primeiros exames realizados em seis pessoas deram positivo, mas o diagnostico só será fechado depois de exames que estão sendo realizados pela Fundação Osvaldo Cruz no Rio de Janeiro.

Abrigo

Além do abrigo estadual que fica no bairro da Campina, em Belém, o governo vai disponibilizar mais dois espaços com capacidade para 130 pessoas. Esses abrigos serão destinados para os venezuelanos que pagam pensão ou vivem pelas ruas da capital. Segundo a prefeitura, uma casa vai ser transformada em escola para os índios da etnia Warao.

“As condições das pessoas são as piores possíveis tanto na parte de higiene, quanto na parte sanitária e eles estão pagando por isso. Segundo eles é uma diária que acaba sendo cara que exige que eles fiquem nas ruas mendigando”, disse o prefeito Zenaldo Coutinho.

Por: G1 Pará
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