Biopirataria: Conheça a prática ilegal que põem risco a biodiversidade da Amazônia





Este mês comemorou-se o Dia da Amazônia, a data é alusiva a região considerada uma das mais importantes do mundo em flora e fauna. Porém uma prática ilegal tem colocado em perigo a biodiversidade do lugar: a biopirataria.

A prática tem crescido de maneira desordenada na Floresta Amazônica, um dos motivos atribuídos por especialistas é que a região concentra 70% da biodiversidade do planeta, um prato cheio para criminosos. De acordo com a Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Pará (UNIVERSITEC), além da flora, um dos itens visados por estrangeiros são os micro-organismos, fungos, bactérias, e as leveduras.

De acordo com dados da Universidade Federal do Pará (UFPA), cerca de 40 milhões de animais silvestres saem do Brasil de maneira ilegal. Mais de 20 espécies de animais são vitimas de cárcere privados e vivem enjauladas dentro de residências de maneira ilegal no país. Em todo o mundo é movimentados mais de 30 bilhões de dólares com esse tipo de prática criminosa, dinheiro que beneficia traficantes internacionais. Os principais prejuízos da exploração ilegal dos recursos do bioma brasileiros, são a perda da biodiversidade, extinções de espécies, desequilibro ambiental, além dos prejuízos socioeconômico.

Ao todo mais de 50 produtos teriam sido levado da Amazônia e pateteado em outros países, como é o caso do cupuaçu, o Brasil conseguiu anular a patente do fruto que já era exclusivo de uma empresa japonesa.  Recentemente o Ministério Público do Amapá abriu investigação para apurar denuncia sobre biopirataria no açaí por parte de uma empresa dos Estados Unidos.   

A biopirataria já existe há mais de um século, começou logo após o descobrimento  do Brasil pelos portugueses em 1500, quando iniciaram a exploração do pau-brasil. Uns dos casos muito conhecido foi o contrabando de 70 000 sementes de seringueira, de Santarém em 1876, pelo inglês Henry Wickhan, que foram levadas para a Malásia.



De ovos de pomba galega aprendido pela PF no aeroporto de Manaus. Foto: Divulgação

Espécies brasileiras que foram patenteadas por empresas estrangeiras

Açaí

Teve seu nome registrado no Japão, em 2003. Por causa de pressão de organizações não governamentais da Amazônia, o governo japonês cancelou esta patente.

Andiroba

A árvore é de grande porte, comum nas várzeas da Amazônia. O óleo e extrato de seus frutos foram registrados pela empresa francesa Yves Roches, no Japão, França, União Europeia e Estados Unidos, em 1999. E pela empresa japonesa Masaru Morita, em 1999.

Copaíba

É uma árvore da região amazônica. Teve sua patente registrada pela empresa francesa Technico-flor, em 1993, e em 1994 na Organização Mundial de Propriedade Intelectual. A empresa norte-americana Aveda tem uma patente de Copaíba, registrada em 1999.

Cupuaçu

Fruto da árvore, que pertence à mesma família do cacaueiro. Existem várias patentes sobre a extração do óleo da semente do cupuaçu e a produção do chocolate da fruta. Quase todas as patentes registradas pela empresa Asahi Foods, do Japão, entre 2001 e 2002. A empresa inglesa de cosméticos Body Shop também tem uma patente do cupuaçu, registrada em 1998.

Espinheira-Santa

A espinheira-santa é nativa de muitas partes da América do Sul e sudeste do Brasil. A empresa japonesa Nippon Mektron detém uma patente de um remédio que se utiliza do extrato da espinheira santa, desde 1996.

Jaborandi

Planta só encontrada no Brasil, o jaborandi tem sua patente registrada pela indústria farmacêutica alemã Merk, em 1991.

  Acaris e Arraias apreendidas pelas policias do Pará e Amazonas. Foto: Divulgação

  Algumas espécies de animais mais contrabandeadas
    Mico-estrela
    Macaco-prego
     Preguiça-de-três-dedos
     Tamanduá-mirim
      Jacaré
      Iguana
      Pássaro-preto
      Curió
     Papagaio-verdadeiro
    Cardeal
     Cervo
     Arara-azul
Texto: Silvano Viana 

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