Indígena, mestres de carimbó e moldagem de cerâmica marcam disputa dos Botos no Sairé 2018 em Santarém


O Grupo Sociocultural Boto Tucuxi e a Associação Folclórica Boto Cor de Rosa animaram a terceira noite do Sairé 2018, que ocorre na Vila de Alter do Chão, desde a quinta-feira (20). As entidades folclóricas levaram para o Lago dos Botos muitas cores, luz, brilho, encenação, sons e personagens da Amazônia. As apresnetações foram baseadas em uma das lendas mais famosas da Amazônia, a Lenda do Boto. (Confira tudo sobre o Sairé 2018)


Boto Tucuxi

Com 800 brincantes, o primeiro a entrar no Lago foi o Tucuxi que defendeu o tema “Identidade Tapajônica”. A apresentação teve surpresa logo no início quando uma indígena que representou a índia guerreira subiu ao palco levando a mensagem de preservação do Rio Tapajós. Durante a encenação, o boto animal chegou a ser alimentado com peixe verídico.



Outro momento marcante da apresentação foi à entrada do Curandeiro, que chegou ao Lago em uma alegoria de flexa gigante. A flexa significa Borari na língua indígena. “Falamos das belezas de Santarém, de Alter do Chão valorizando sempre os artistas de Santarém e Alter do Chão e mostramos as belezas, o que representa nossa identidade. Na abertura buscamos a essência do ritual como ano passado e apostamos no ritual”, destacou o coordenador de alegorias, Junior Sousa.

Pela primeira vez representando o item Rainha do Sairé, Valentina Lima Coimbra estava nervosa, mas disse que se preparou bastante. “Tive que fazer um trabalho de adaptação com a saia que pesa pouco mais de 50 quilos. Como meu item representa a parte religiosa, então eu tenho que ser delicada nos movimentos.”





Boto Cor de Rosa

Com 700 brincantes no Lago dos Botos, o Cor de Rosa defendeu o tema “A origem Borari”. Um dos momentos de maior destaque foi a participação dos mestres de carimbó: Chico Malta, Paulinho Barreto, e Leopardo que integram o Movimento de Carimbó do Oeste do Pará. Ainda no item carimbó o Cor de Rosa contou com a apresentação de Silvan Galvão que divulga o carimbó para todo o Brasil.

Outro momento importante foi o destaque à cerâmica Tapajônica. Com a participação do ceramista Jeferson Paiva, neto do saudoso mestre Isauro e o ceramista Elvis Costa foram moldados vasos no momento da apresentação. E como surpresa, a rainha do artesanato saiu de dentro de uma alegoria de cerâmica gigante. “É a primeira vez que participo. Ser rainha do artesanato é uma grande responsabilidade. Foram muitas semanas de preparação. Me sinto honrada e,m representar uma das riquezas culturas de nossa região”, afirmou a Rainha do Artesanato do Cor de Rosa, Jéssica Ramalho.






“Mostramos a história de um povo, buscamos as origens de nossa gente, dos indígenas nativos. Fizemos uma grande viagem na nossa própria história”, enfatizou o coordenador artístico cultural do Boto Cor de Rosa Nilson Coelho.

As duas arquibancadas com capacidade para quase 4 mil pessoas ficaram lotadas durante as duas apresentações. O autônomo Jeferson Duarte, que veio de São Paulo para prestigiar evento ficou fascinado. “É realmente um espetáculo a céu aberto. Ver as lendas da Amazônia representadas pelos dois botos é magnífico, é encantador. Gostei, recomendo, e estou organizando para no próximo ano, estar aqui de novo, com esse povo que de fato acolhedor”.

Os quatro jurados avaliaram 16 itens (Apresentador, Cantador, Rainha do Sairé, Cabocla Borari, Curandeiro, Rainha do Artesanato, Boto Homem Encantador, Boto Animal Evolução, Rainha do Lago Verde, Carimbó, Organização do Conjunto Folclórico, Alegorias, Letra e Música, Ritual, Torcida).





*Fotos: Reprodução

Com informações de A Província do Pará.
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