Santarém vive mais uma edição do festival do Sairé




Santarém, município localizado na região oeste paraense vive mais uma edição do festival do Sairé, uma das tradições mais antigas da Amazônia, realizada há mais de 300 anos. A programação inicia no próximo dia 20 e segue até o dia 24, em Alter do Chão.

O festival divide-se em dois momentos, o religioso e o profano. Tendo como ponto alto as apresentações dos botos que são divididos em duas agremiações: boto tucuxi, e boto-cor-de-rosa. O folclore gira em torno da sedução, morte e ressurreição de vários personagens da lenda amazônica, tribos indígenas, a cunhantã-iborari, a principaleza do lago verde, a Rainha do Çairé, o Tuxuana, o pajé e os pescadores. Tendo como pano de fundo uma mensagem sobre a importância da ecologia e da natureza, em especial o Lago Verde, onde as histórias acontecem.

No enredo da historia, o boto é morto por ordem do Tuxaua, pai da Cunhantã-iborari, que foi engravidada pelo golfinho amazônico, recai sobre ele a fúria dos maus espíritos da região. Por isso, a pedido do próprio Tuxaua, vem o Pajé e ressuscita o boto. Essa é a apoteose do folclore durante o festival, tudo acompanhado de perto por júri que escolhe a agremiação vencedora que melhor se destacar.

Festa religiosa

A origem do festival remonta às missões evangelizadores dos padres Jesuítas com os índios da Amazônia. O símbolo que remete principalmente a devoção religiosa é um semicírculo de cipó torcido, envolvido por algodão, flores e fitas coloridas. No centro, três cruzes, e mais outra no topo, juntas representam o mistério da Santíssima Trindade e no topo um só Deus. A imagem da pomba representa o Espírito Santo.

O estandarte segue à frente da procissão, carregado por uma mulher, que na tradição é chamada da Sairapora. Nos dias de Sairé, ele é fincado na areia da ilha que se forma no período da seca na principal praia de Alter do Chão, certamente repetindo o que faziam os índios para saudar os portugueses.





Texto: Silvano Viana
Fotos: Divulgação 

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